“Mais leve que o ar,
Tão doce de olhar
Que nem um adeus pode apagar...”
Era uma história de amor. É uma história de amor. Nenhum dos dois
conseguia seguir em frente. Era quase impossível criar um caminho para frente.
Eles só pensavam um no outro, o outro no um. O coração clamava pelo outro.
Nenhum sorriso seria tão sincero quanto aqueles dois juntos. Juntos que
formavam um. Uma sintonia que afirmava suas identidades e juntava suas almas.
Seria a vida autora da separação. Só poderia ser ela... Eles não poderiam ser
tão cegos assim ao ponto de se deixarem. Apenas deixarem, isso é verdade.
Esquecer não dava. Meses se passavam e o vazio voltava. Histórias eram vividas
e a saudade apertava. Primeiro começava na dúvida e depois na certeza que a dor
era pela falta do outro. Dizem por aí que essa vida é uma só, mas eles pareciam
ignorar. Submetiam seus corações à angustia do depois. Deixavam o romance para
mais tarde. Talvez estejam certos. Preferem experimentar tudo aquilo que a vida
oferece para depois, enfim, ficarem juntos para todo o fim. É certo que são volúveis.
Tudo bem. Só não esqueçam que o tempo pode torná-los tão maduros a ponto de
desacreditarem no amor. Perderem a fé nessa verdade, tão de vocês, só de vocês.
Naquilo que só vocês sentem, quando estão juntos ou separados. Olha, é perigoso
deixar o tempo levar. Ele pode levá-los para outros alguéns, diferentes de
vocês. Tomem tento...