segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

"E os sonhos devem ser substituídos!"


Mais de três meses sem escrever. Fico angustiada. É como se estivesse me afastando de mim. Perdendo-me novamente de mim mesma. Não da mais. Preciso voltar às palavras escritas, pois as que penso e falo não são mais suficientes. A palavra não escrita asfixia. Decido começar. Preparo o ambiente e o computador resolve não ligar. Ok. Desisto mais uma vez. Vou dormir. Fecho os olhos e começo a pensar em forma de texto. É, pensar tal qual um texto é escrito. "Sentir. Tocar. Olhar. Dar. Receber. Cheirar. Apertar. Abraçar." Chega! O silêncio, antigo habito, não me agrada mais. As palavras pensadas, no vazio do que penso, no volume zero. É preciso escrevê-las ou elas se apagam da minha mente a medida que adormeço. Recorro ao celular. E aqui estou. Empacada. Cheia de coisas a escrever. Enferrujada.
Por onde começar? Foi um ano daqueles! A vida mudou. Eu mudei. É difícil reconhecer a menina do ano passado e a menina de agora. Duas pessoas, uma só. Uma única alma que andava por aí procurando se encontrar. Foi preciso se perder para, enfim, se encontrar. Parece que se encontrou. Ainda perde o equilíbrio de vez em quando, tropeça, perde a visão por alguns instantes, titubeia em outros, mas segue segura, confortável, a vontade com o caminho que escolheu. Os passos agora são naturais. Engraçado. Parece algo como um ensaio para a vida de verdade. Essa, a partir de agora, é a sua vida de verdade, menina. Ela é sua. A trajetória pertence à você, somente à você. Chegou a hora de colher aquilo que, de maneira inconsciente, você plantou, mesmo sem saber se algum dia seria capaz de aproveitar. Pois é possível sim. Como num passe de mágicas, tudo parece possível. E mais um ano pode começar, lotado de esperanças e sonhos. Sonhos novos, diferentes dos de ontem, anteontem, amanhã. Só sonhos.
Uma promessa para o novo ano? Nunca, nunca, deixar de pertencer a mim mesma. Ser seu, ser fiel ao que se é, ao seus desejos, impulsos, pensamentos e emoções. Prometo isso para 2013. Já são quatro horas da manhã e me sinto mais inquieta. Escrever, para mim, é assim: te acorda para emoções adormecidas e te faz dormir com emoções vividas.